5 de novembro de 2009

Voltando...



Uma imensidão de tempo
tentando escrever sobre a tua interminável doçura
descrevê-la para não perdê-la no infinito.

Saboreando-te em cada pensamento
gastando todas as palavras
todas,
tentando dizer-te o quanto gosto de ti.

Folheando os dicionários do sentir
mostrando meu afeto em em cada pequeno gesto.

Tu que me dá vida
e me arrasta para a eternidade do amor.

Marcello Lopes

Para a Luciana, que me dá vida, amor e força nesses 2 meses de BH e 5 meses de namoro.

19 de outubro de 2009



Amigos(as) :

Há um tempo para tudo na vida, tempo de plantar, tempo de colher, tempo de viver e de morrer.

Começa hoje para mim, um tempo de reflexão e de trabalho em outras áreas da vida, escrevo poemas desde os 17 anos de idade e optei por não escrever mais esse ano, não por falta de inspiração, mas por que me falta escrever outros textos em minha vida, escrever minha história em uma nova cidade, com um novo emprego e comum desafio muito mais apaixonante, o casamento.

É tempo de viver a minha vida, me preocupar 100 % comigo e com o que eu quero para o meu futuro, parti de São Paulo levando apenas a coragem e a fé. Hoje consigo visualizar enormes desafios e obstáculos à minha frente e que não me amedrontam, pelo contrário, me incentivam a persistir nesse caminho.

É tempo de reflexão, tempo de constância, tempo de sentir falta.

Refletir sobre tudo que eu fiz e ainda farei, constância nas ações e nos pensamentos, sentir a falta da poesia fluindo pelas veias.

Continuo apaixonado e continuo amando a minha vida, apesar dos tombos e desilusões.

Quem sabe, e breve volto a me apaixonar pelo blog de novo.

Obrigado à todos que sempre me apoiaram e deixaram comentários aqui nesse espaço.

Marcello Lopes

4 de outubro de 2009

Contemplar...




Contemplo uma rosa qualquer
que por fios distintos se rompe,
e em seu leito pingos recentes
de lágrimas alagam suas pétalas.

Fecho os olhos para ver
tua pele macia que corre sob a luz,
riscando a realidade de pequenas espumas.

Contemplo as aves
nas encostas cerradas,
à luz oposta vagando distantes
de tudo e de todos.

Escrevo em páginas amareladas
arabescos e emoções sinuosas
que se destacam nas sombras
e por um acontecimento branco
resumem o mar.

Contemplo as palavras
nos braços do meu amor,
apreciando a tempestade de consoantes
e úmidas vogais que saem da sua boca
verdadeira língua de amor que nos escolheu
que não permite a aspereza e indelicadeza.

Com o poder de domar a Lua
louvo o propósito do puro acaso
reconstruo um momento de silêncio
em uma ocasião atemporal,
enquanto contemplo uma rosa qualquer.

Marcello Lopes

29 de setembro de 2009


Minha vida é enredo
com o tempo passando tão rápido,
que mal sinto a dureza dos dias.

As estações mudam,
as horas passam
o amor cresce a cada dia
e o ódio desbotando a cada segundo.

Minha vida é enredo,
de filme, de peça, de sinfonia
perturbadora, que me conduz
mundo afora...

Eu sei meu destino
é o que se passa agora,
porque o ontem já foi....

Caminho constantemente
sobrevivendo ao mar turbulento
sem perturbar a minha viagem,
vencendo os infortúnios
gritando minha coragem.

Alguns dias me enchem de esperança
sempre depois de uma tempestade
que me aflige e quase me parte em dois
mas a bonança chegou
e me faz esquecer o medo.

Minha vida é enredo
com cenas de sol brilhando,
trazendo serenidade não importando o que passou.

Meu amor surge radiante,
a tristeza morreu,
esquecemos o passado,
vivemos o melhor em cada instante.

O amor é presente que nos foi confiado
em meio à ondas devastadoras
redobramos o carinho,
seguimos nossa vida com firmeza.

Minha vida é enredo
que apesar da graça segue em frente à todo custo,
muitos me abandonaram,
partiram. . .
outras desistiram,
eu sigo em frente
contando sempre com a tua força latente.

A minha querida está sempre cuidando de mim
com precisão,
renovando nosso carinho todos os dias,
amando-me com paixão.

Enfrento as dificuldades com veemência
enfrentando tudo e todos,
atento a tudo que surge.

Minha vida é enredo
surpreendido pela paisagem
distraído pelo seu rosto

Será sempre difícil,
mas precisamos aprender a contemplar
o sereno, esquecendo as rusgas e desavenças,
fortalecidos na crença
de que nosso amor pode tudo.

Nossa vida é sempre assim
trovoadas, tempestades, ventanias,
depois a calmaria...

Marcello Lopes
Eu ?  Rebelde ?

Você é que segue como os outros.

Eu faço meu próprio caminho.

Marcello Lopes

25 de setembro de 2009

Que fez de mim
todo esse inconstante?

Com seu bailado indeciso
entre ir e vir
indo para trás,
correndo adiante.

Ás vezes combinava
as cores de tudo o que
ainda não foi,
com a harmonia de tudo que já foi antes.

Que foi feito de mim ?
Que sempre mudou
sempre ficou...

Hoje passeio além da verdade
além do destino que dança colado
ao tempo sem que nenhum deles se toque.

Que foi feito de mim ???

Me faço distante hoje
não conheço o caminho
é como um segredo.

Ninguém me escuta mais
a voz desabotoando as frases
tremendo nas harmonias,
percebendo em minhas mãos
que sou apenas clandestino.

Entre minhas paredes e poucas cortinas,
deixo meus sonhos no ar.

Marcello Lopes

16 de setembro de 2009

Nesta manhã
tudo pareceu azul
eu acostumado a cinzas
escuros sem ordem,
enfeitei-me e agradeci.

Nunca tive vontade
de conhecer o outro lado
Girando em torno de si mesmo
e observando tudo ao meu redor.

Em mim queima alguma diferença
mas a poesia persiste,
como um instinto
um passo,
à direção do abismo.

Nesta manhã
que cisma poesia
a coisa mais rara
está na minha cabeça
e não nas palavras
nem nas pedras.
Adormecido no início
sou um todo
que encurva
e estico a mão para tocar
nas páginas vivas dessa jornada.

Não é com qualquer poema
que minha boca se esvai em sentimento
ou sem um certo desejo que acomoda no peito
é a verdade
nomes, datas, faces
que criam um contexto que com o tempo
viaja desacostumado.

Essa manhã recai em mim,
com esse ardor que me decifra
de qualquer dor,
e descobre timidamente o amor.

Não somos apenas sexo e suor
somos preliminares, sacrifícios e
oferendas.

Exalamos intimidade
eu e tua imagem
adjetivos de todos os
pensamentos.

Eu te escrevo
como convém,
e deito minhas palavras no teu corpo
ao soar da letras e das rimas
nesta manhã eu faço o verbo
te experimento nos lugares corretos.

Tom e timbre
harmonia em nomes
e olhares,
enquanto a poesia se desfazia
a minha verdade sorria.

Nesta manhã que tudo se transformou
que as forças externas precisam ser amainadas,
controladas para que eu possa tocar mesmo que de leve,
o mesmo lugar em que teus pés mergulharam.

Queria alegria para o poema
os versos saem desbotados
já que todas as cores estão em teus olhos,
vejo em preto e branco
escrevo para esquecer as coisas simples
as perdas.

Aproxima-se o desconhecido
grande começo que ainda não sabe dizer
por isso o silêncio, o disfarce.

Todas as tentativas de nomeá-la
em nada me assegura que estamos vivos
e se o paraíso esta longe.

Marcello Lopes