tem seus caprichos,
é preciso enfrentar as ondas,
quebrar o mar,
sem medo,
com equilíbrio.
Deixa que esses nobres cavaleiros
escrevam suas histórias no deserto aquático,
nas águas antigas
em busca de refúgio.
Esses poucos e bons homens e mulheres
que tem em seus corações
o lirismo da natureza,
banhados pelo poente luminoso
e abençoados pelo sal profundo.
A procura pela paz,
do vermelho solar
que carregam nas costas
do cuidado nobre
e arte de amar por excelência.
Ouvem o mar em confidência
consolam rindo
cantam a música do mar
em seus destinos
sempre querendo se alegrar.
Bailam nas águas,
destemidos em seus novos cavalos
perfumando-se com seu hálito
buscando o nirvana
o paraíso calmo e pacífico.
O sol os aguarda em agonia
tingindo suas pranchas
de misteriosas colorações
e ao fundo ainda se ouve
o canto triste das sereias
verdadeiros ecos do mar.
Em busca da paz,
os poetas do mar
se equilibram na vida
de uma grande saudade.
Poema: Marcello Lopes
Foto: Samanta Sczypula




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