27 de fevereiro de 2009

ÉRATO - III


Em teus olhos

magnéticos e curiosos

anseia pela possibilidade

de um amor,

em forma de verdade

e felicidade.


Pressinto que foges de algo,

e de tanto te querer,

já sinto em mim mesmo.


Quanto mais te contemplo,

mais te absorvo,

e juntos e contrários

partimos.


Nos desencontros

nos revemos,

nas despedidas

te torna mais bela.


Em teus olhos,

desinibidos, sutis

farta de tanto partir

das distâncias necessárias

encontra verdades em minhas

sutilezas.


Da tua vida

retiro estórias,

quero me abranger

ser tua memória.


Mas permanece ausente

absorvendo esperanças

mesmo negando o que

alimenta.


Teus olhos

me obrigam a me envolver.


Em tuas formas,

nervos e tecidos.


Persigo

o tempo nas asas do vento

a trilha dos teus pés.


Se eu me aproximo,

me sorris,

pelas minhas mãos

te revivo,

te tateio,

em meus poemas

te percebo.


Menina

em teus olhos que eu não

posso recusar,

existe uma memória

que preferes guardar.


Te vejo

com uma lembrança que imita

um objeto

que apenas existe

e contra o amor

persiste.


Teus olhos,

envolvem

subjugam

toda e qualquer vontade.


Mas é teu corpo

que transporta os

sonhos.


Meus e seus.


Contorno suas defesas,

onde renasço em teu sorriso.


Te espero sozinho,

com teus olhos iluminados

guiando meu caminho.


Poema: Marcello Lopes

27/02/2009

A Bela Dama sem Piedade

John Keats (1795--1821)

Oh! O que pode estar perturbando você,
Cavaleiro em armas,Sozinho,
pálido e vagarosamente passando?

As sebes tem secado às margens do lago,
E nenhum pássaro canta.

Oh!
O que pode estar perturbando você,
Cavaleiro em armas?
Sua face mostra sofrimento e dor.

A toca do esquilo está farta,
E a colheita está feita.
Eu vejo uma flor em sua fronte,
Úmida de angústia e de febril orvalho,
E em sua face uma rosa sem brilho e frescor
Rapidamente desvanescendo também.

Eu encontrei uma dama nos campos,
Tão linda... uma jovem fada,
Seu cabelo era longo e seus passos tão leves,
E selvagens eram seus olhos.

Eu fiz uma guirlanda para sua cabeça,
E braceletes também, e perfumes em volta;
Ela olhou para mim como se amasse,
E suspirou docemente.

Eu a coloquei sobre meu cavalo e segui,
E nada mais vi durante todo o dia,
Pelos caminhos ela me abraçou, e cantava
Uma canção de fadas.

Ela encontrou para mim raízes de doce alívio,
mel selvagem e orvalho da manhã,
E em uma estranha linguagem ela disse...
"Verdadeiramente eu te amo.

"Ela me levou para sua caverna de fada,
E lá ela chorou e soluçou dolorosamente,
E lá eu fechei seus selvagens olhos
Com quatro beijos.

Ela ela cantou docemente para que eu dormisse
E lá eu sonhei...
Ah! tão sofridamente!
O último dos sonhos que eu sempre sonhei
Nesta fria borda da colina.

Eu vi pálidos reis e também príncipes,
Pálidos guerreiros, de uma mortal palidez todos eles eram;
Eles gritaram..."A Bela Dama sem Piedade
Tem você escravizado!

"Eu vi seus lábios famintos e sombrios,
Abertos em horríveis avisos,
E eu acordei e me encontrei aqui,
Nesta fria borda da colina.

E este é o motivo pelo qual permaneço aqui
Sozinho e vagarosamente passando,
Descuidadamente através das sebes às margens do lago,
E nenhum pássaro canta.

Tradução: Izabella Drumond

26 de fevereiro de 2009


John Keats foi um poeta breve, viveu apenas 26 anos, mas que vida foi a sua !

Criado pelos pais para se tornar um farmacêutico, chegou a se licenciar mas as letras falaram mais alto no coração, seu interesse por idiomas, era fluente em latim e francês junto com história e mitologia o levaram a exercer a profissão de literato com avidez.

Traduziu Eneída de Virgílio, uma das suas grandes influências na literatura, participando do meio literário londrino conheceu os escritores William Hazzlitt e Leigh Hunt.

Hunt era na época um editor ativo e deu-lhe sua primeira chance ao publicá-lo na revista The Examiner com o poema "O Solitude" em maio de 1866.

Mais do que isso, Hunt o apresentou á Percy Shelley, que por sua vez o ajudou a publicar Poemas de John Keats em 1817.

Em 1818, Keats publicou Endymion, que contém um dos mais belos versos de toda a literatura inglesa " A Thing of beauty is a joy forever" ou " O que é belo é um prazer eterno".

A poesia de Keats na época não foi bem recebida pela crítica e pelo público, mas ele escrevia em profusão e muita qualidade, em 1818 e 1819 ele se concentrou na elaboração de dois poemas dos mais importantes em sua obra : Hyperion, longo e inacabado sob a influência de John Milton e Ballad La Belle Dame Sans Merci.

Com uma tuberculose em estado avançado, em novembro de 1820 Keats fez uma viagem para a Itália com destino a Roma, e morreu lá em fevereiro do ano seguinte.

Sua inscrição para o túmulo era " Aqui jaz alguém cujo o nome foi gravado na água".

Ele escrevia basicamente sobre a vida e a mortalidade, transitoriedade e eternidade, uma estética de contrários quase existencialista.

No Brasil, a obra de Keats pode ser encontrada na edição bilíngue Nas asas invisíveis da poesia da editora Iluminuras.

Texto: Marcello Lopes

18 de fevereiro de 2009

Permita ( parte 2 )



Permita

que eu me renda ao vento

sem dor

em contentamento.


Permita

que minhas mãos

dissolvam as mágoas

sem loucura nessas águas.


Quero dormir sem memória

nem verbo,

sem aventuras.


Permita que o silêncio do

dia capturado,

torne-se a brisa que sopra

em meio ao cansaço.


Ausente de tudo

um espaço infinito

que torne leve a eternidade.


Permita que eu possa desvendar

os muros do tempo,

onde jorram os minutos.


Lanço-me por debaixo de tudo,

dos instantes,

das verdades.


Permita que eu seja

uma assembléia de ecos,

fustigando a essência de todos.


Extraio o fogo,

queimando as arestas

ignorando sinais,

procurando o imponderável.


Permita que eu cumpra

os versos de amor,

as palavras sem aviso

o adeus que afasta.


Poema : Marcello Lopes

Caminho sozinho



Caminho sozinho

estrada após estrada,

noites escuras que

perderam as cores.


A esperança inventa

espantalhos para a solidão,

enchendo as grandes horas

para os olhos sem ilusão.


Caminho sozinho

alheio ao que se acabou,

sua voz

seu riso.


Descobri que o destino e

as palavras arrebataram meu

tesouro de minhas mãos.


Caminho sozinho

pelos tristes pensamentos

presentes nas horas passadas

incoerentes

vagas e

tão evidentes.


Em meus ouvidos,

um mar de desencanto

sinto-me indiferente.


Caminho e durmo

com a madrugada presa em meus

braços.


Enquanto durante o dia, de longe

a saudade chamava e chorava.


Um dia o vento há de cantar,

esse sonho sem horizontes

esse amor sem saída

cantando assim,

ao lado do mar.


Caminho sozinho

e nunca mais esquecerei,

que quanto mais longe for

mais perto estará de mim.


Poema: Marcello Lopes

15 de fevereiro de 2009

Saudade



Que saudade de beijar teu peito
dos dias repletos de carinho,
das tuas mãos me apertando
acenando,
me ressuscitando.


Que loucura
essas frestas que surgem
me devorando por seus medos,
ressecando meus poemas.


O dia está repleto de verdades,
que brotam a todo momento
me invadindo,
atando significados e
exigindo afetos, planos e
reencontros.


Que saudade do cheiro do teu corpo
avaro o bastante para levar o melhor

do instante.


Saio por aí correndo
sozinho,

imperfeito.


Noite adentro
pasmo,

sôfrego

a morte de um vulcão.


Que saudades de seguir teus pés,
esmagando as flores da manhã

deixando o livro aberto

entrando na clara noite.


Estático agora

alheio as constelações

as árvores,

o tempo.


Os pesadelos desfolham

uma angústia que brotam

de um gemido.


Quantas horas gastei

sobre essas letras ?


Sem que meu corpo

sentisse o amor,

escoando entre o tempo

e os objetos.


Que saudades da luz

dos teus olhos,

graves,

transparentes que não se comovem mais.


Nesse momento

meu desejo descansa e

anseia o espanto

as mãos trêmulas,

os olhos entardecendo.


Contempla a espuma

que carrega o dia,

e vejo nosso amor

se esvaindo num leve aceno.


Que saudades dos olhares furtivos,

dos nossos prefácios.


Escrevo com o meu corpo

aquilo que um dia desejei

e senti.


Poema: Marcello Lopes

HOJE



Hoje

o sol misturou-se com as brumas,
tornando o tempo uma máscara de
bronze.

Hoje,
os cães de nomes desconhecidos
ladram para a noite que se aproxima.

O campo onde a noite repousará
se cobriu de cinza contando as
horas.

Hoje,
as flores amassadas pelo
caminho contam os segundos
em que se desfazem
esperando morrer nesta
última primavera.

Hoje nesse jardim
quanto tempo passou
entre o brotar e as últimas horas ?

Sem cigarras
nem pássaros
o jardim aguarda
o aconchego das raízes,
as pétalas nascentes.

Hoje
a chuva bate nas folhas
entre o sol que se esvai e
as nuvens escuras.

A sorte oculta das plantas
está lançada,
os frutos do limoeiro,
o veludo das vinhas
todos se ocupam da simetria
perfeita deste pequeno mundo.

Hoje
o cheiro molhado do chão
o beijo áspero das abelhas
o canto dos pássaros
borbulham em meus ouvidos.

Hoje aqui estou
com este dia grave
da grata sensação de águas
deslizando
com um pouco de choro debruçado
nos olhos,
procurando-te.

Poema: Marcello Lopes

Itu - 07/02/09

e

13 de fevereiro de 2009

Debaixo de minhas mãos



Debaixo de minhas mãos

existem mundos

de fronteiras invisíveis

de amores que se reconhecem

e se entendem.


Escrevo sobre o real e o sonho

e algumas coisas que no momento

amanhecem.


O devaneio que me afronta

com ondas inconstantes

gemem palavras que me

entristecem.


Debaixo de minhas mãos

os campos são saudosos

e as nuvens já não

se arrastam solitárias.


Durmo um sonho acordado

descobrindo constelações,

poemas

surgindo a doce estação

dos amores.


Debaixo de minhas mãos

a selvageria de um coração

honesto que vibra,

ao mesmo tempo que sofre

o desencanto

interpreto a dor imensa,

e a ruína do vento.


Não ouso sequer

pensar na herança dessas

emoções,

incertas,

e belas ?


O amor vale as

coisas que o corpo

inventa.


As paixões

se tornam objetos de filosofia

poemas de meia-noite.


Debaixo de minhas mãos

além do instante que brilha

nada amanhece nos arredores

do meu olhar.


Nada tenho a te ofertar

além desses momentos,

dos mitos que se criam

dos dias que não há amor

maior ou enigmas.


Poema: Marcello Lopes

13/02/09

12 de fevereiro de 2009

Permita ( parte 1)

Iluminado
pela tua dança
com o coração no ar,
no ato consumado
estou livre
entre as constelações.

Permita que o desejo seja
na perdição que arrepia
o amor desmedido
no espaço que amplia
a gentileza de cada passo.

É uma sede
que convoca a doçura e
que fala ao corpo.

É paz
que soletra teu nome
é luz que acomete teu sonho.

Permita
que seja verdade
no coração de todas as coisas
configurando entre si
o nada
o corpo e
o futuro.

Poema : Marcello Lopes

Meu amor anda longe


Meu amor anda longe

com trajes desconhecidos

repleta de lágrimas

que se converteram em flores.


De tanta distância

já não se lembra mais

como voltar,

descobri com isso

que chorar é também

rezar.


Meu amor anda longe

sem vestígios

coberta de temor e

alguma esperança.


Não acontece nada

em minha vida,

mares, nuvens

que a faça ser esquecida.


Ela exprime as lembranças

mais doces da minha vida,

as esperanças imperecíveis

que no meu peito trago

gravado como inscrição

saudade.


Meu amor anda longe

tão dividida em pedaços

pelas esquinas do tempo

um pedaço em cada parte.


Posso compreender nossas diferenças

conexões ocasionais

sustentando o nosso amor.


Choro, rezando

inventando laços

imponderáveis

portas abertas,

jardins.


Meu amor anda longe

longe dos meus afagos

do caminho do meu coração,

seria pecado ou omissão ?


A dor irremediável dessa perda

o soluço que sacode o peito

há em tudo isso

o reconhecimento do erro

da fragilidade e da efêmera

felicidade.


Meu amor anda longe

persigo-a

mesmo não sabendo por onde

começar.


Poema : Marcello Lopes



9 de fevereiro de 2009

Haja O Que Houver


Haja o que houver

Eu estou aqui


Haja o que houver

espero por ti


Volta no vento ô meu amor

Volta depressa por favor

Há quanto tempo, já esqueci


Porque fiquei, longe de ti


Cada momento é pior

Volta no vento por favor...

Eu sei quem és pra mim


Haja, o que houver

espero por ti...

Há quanto tempo, já esqueci


Porque fiquei, longe de ti

Cada momento é pior

Volta no vento por favor


Eu sei quem és pra mim

Haja, o que houver

espero por ti...


Composição: Pedro Ayres Magalhães


Uma das músicas mais bonitas que eu já ouvi, na voz de Teresa Salgueiro, alma e vocalista do grupo português Madredeus.

Hoje


Hoje

quero o sossego

de um afago no sofá.


Quero a simplicidade

de querer deitar ao

seu lado e poder

te amar.


Hoje eu quero silêncio

para se criar mundos,

aprender que te desejar

é muito mais que te desnudar.


Você tem esse poder,

de mover minhas vontades

de ler meu corpo

de se transformar em

minha felicidade.


Hoje

quero o amor

não aquele que aprisiona

aquele que você me ensinou

que irradiava de todo o seu corpo.


Quero o espanto

a surpresa da compreensão

daqueles momentos em que tudo

deixava de existir entre nós.


Hoje eu quero

compartilhar as lágrimas,

o riso fácil.


Quero conservar sua imagem

alimentando meu amor das

lembranças boas que tivemos

curar as feridas.


Hoje eu quero ser completo

e só consigo isso com você

ao meu lado.


Hoje eu preciso

te dizer que ainda te amo,

mesmo que só para mim.


Marcello Lopes

08/02/08



Imagine que você nasceu para amá-la

que em sua vida nada,

nada é tão importante quanto a presença dela.


Imagine agora que ela não o compreende,

no entanto,

ela o fustiga com seus olhos

e modos banais de estar ao seu lado.


Um amor que não precisa de explicações.


Esse sentimento foi semeado entre

encontros ocasionais,

de esperanças luminosas


Quando a sua vida se desarticula assim

quando seus sonhos evaporam por não ter

pessoa amada,

uma solidão melancólica toma conta

do corpo,

da vida.


Lembra da voz rouca,

dos olhos enigmáticos

do frescor revigorante dos seus lábios.


Nestes simples gestos

palavras emprestadas,

onde tudo se torna

uma deliciosa turvação de sentidos,

de corpos,

de fluidos.


Percebe aos poucos

que você é a vítima

da melancolia de um amor

impossível,

apaixonado por uma mulher inatingível


Imagine que depois de tudo isso,

a sensação é de estar morto,

insensível para as flores,

para nobres aspirações

para a sua honra.


A quietude do quarto vazio

é enlouquecedora,

destino amargo de quem ama

apenas uma miragem.


Nessa relação turbulenta

onde a mistura de

felicidade,

pecaminosidade

é a única saída

antes da insanidade.


Marcello Lopes

01/07/07






3 de fevereiro de 2009



Somos uma ilha

rodeados de sonhos idílicos,

que não tem mais fim.



Somos os restos da festa carnal,

desesperados

esqueletos aguardando

o regresso em forma de

espuma.



Não somos o que parecemos,

a máscara é essencial.



Deixamos pegadas,

palavras ditas

promessas desfeitas.




Sem som

com um olho a vigiar

a verdadeira composição humana

vai sendo destituída,

de vida,

alma.
Poema : Marcello Lopes

Estou farto



Estou farto da honestidade comedida
da diplomacia mentirosa,
da impassível espera
por mudanças.

Estou farto da política
dos inúmeros desmandos
protocolos,
falsos comandos

A realidade é bárbara
imutável,
nos tornamos
loucos e devassos.
Estou farto da fartura
que sempre falta,
da riqueza pobre
que nos rodeia.

Me dói a dor nos olhos
de quem não tem o amanhã
das vilas ricas cegas
e dos condomínios fechados
cegos ao sofrimento alheio.
Cansei de ver pessoas tratando
animais melhor
do que as pessoas na rua,
de ver aqueles ladrões
vestindo seus melhores ternos,
tirando a vida de milhões aos poucos.

Do Pungente odor
dos corpos,
dos sonhos calcinados.

Á dor dos ossos
das diferenças
de cor,
de oportunidade.

Enquanto as crianças choram
de fome,
as mães se prostituem
e os pais roubam.

Os bancos lucram mais
os políticos desviam mais
as promessas nunca se cumprem
as decepções nos invadem
e nos esmagam.

Até quando ?
Marcello Lopes


Teu corpo ilumina

transfigura as sombras

devassa a minha solidão.




Escorrego pelas tuas fendas,

meus desejos

criando mundos

diluindo sensações.




Teu olhar me embriaga

os sentidos,

desconecta meus medos,




Nesse contentamento

murmuro o reflexo

que tuas mãos

causam...



Meu mundo se transforma

se retrai ao seu perfume

do som intenso

dos seus sorrisos.



Alegre presença

que equilibra minha

existência


tão esquecida dos prazeres a dois.


Poema : Marcello Lopes

2 de fevereiro de 2009


I don't know you

But I want you

All the more for that

Words fall through me

And always fool me

And I can't react

And games that never amount

To more than they're meant

Will play themselves out

Take this sinking boat and point it home

We've still got time

Raise your hopeful voice you have a choice

You'll make it now

Falling slowly, eyes that know me

And I can't go back

Moods that take me and erase me

And I'm painted black

You have suffered enough

And warred with yourself

It's time that you won

Take this sinking boat and point it home

We've still got time

Raise your hopeful voice you had a choice

You've made it now

Falling slowly sing your melody

I'll sing along