29 de janeiro de 2010



Tenho fome das nossas lembranças,
da luz que nasce em teus olhos,
da compaixão do teu abraço.

Tenho saudades daquela paixão que nos consumia,
nos elevava e resgatava minha sanidade.

O nosso caminho foi ligado ao céu,
exalando sentimentos e suaves odores,
segredos que cintilam na madrugada.

Tenho esse desejo pelas nossas 
imagens e pensamentos
é um desejo que não se sacia.

Quero voltar a absorver tuas palavras,
sentir o eterno e intenso bem querer quando ouvia a tua voz,
escrever novamente palavras que retratam sua essência.

Tenho a sensação que as minhas palavras
falam mais que meu coração pode dizer,
que ao ver-te meu corpo deixa-se falar através da poesia.

Procuro no horizonte belo que se abre a cada verso meu
um modo de conhecer os teus sentimentos,
reconstruir as cenas,
descobrir novas sensações,
redescobrir minhas emoções.

Tenho dialogado com teus retratos,
tenho sede de absorver tuas opiniões
saborear cada digressão tua.

Tuas idéias incendeiam minha mente
alimentam meus instintos
aquecem meu coração
e dilatam minha inspiração
e eu acabo poetizando com emoção....

Lembro de ficar horas apreciando tuas explicações,
pasmo com tuas expressões,
mudo com a facilidade de argumentos,
recheadas de belas palavras
a mais tenra das felicidades.

Não me contenho diante do esplendor das imagens que brotam em minha mente,
um conjunto de palavras se forma
criando um mundo de poemas e idéias intensas...

Colocando minha cabeça nos ares,
trazendo à tona meus sentidos,
ainda tenho fome dos nossos momentos.

Marcello Lopes

27 de janeiro de 2010

Versos sussurrados.....




Dorme querida,
sei que você gosta dos meus versos sussurrados ao pé da cama,
e que minhas palavras iluminam teu caminho dentro dos sonhos
são com esses poemas, querida, que te afago o corpo.

Em meio aos meus papéis,
as palavras não dizem nada, delicadamente silenciosas
mas basta eu sussurrá-las para que elas caminhem por si só.

Meu amor tem o sono atribulado,
por isso canto as palavras que se equilibram nas linhas da vida,
nos vãos das coisas não ditas,
nos minutos que perdemos olhando a paisagem e não o personagem.

Sem medo falo tudo, 
sobre meus arrependimentos, meus perdões
segredos de cofre,  e passaria o dia falando sem pensar em mais nada além do seu amor.

Dorme querida, não pense em nada
pois as estações chegam e se vão da mesma forma como as modas, ou imagens na tv.

Quero te contar sobre os versos que usei no poema que rima com teu nome, que sem querer desatina de paixão, e se fecha loucamente em torno do teu corpo nu.

Dorme querida, enquanto embalo teu sono com o ritmo da minha escrita, e com a ajuda do tempo alcançarei a sua vigília em meio á madrugada.

Vivencio sua vida, encobrindo meus desejos de versos, rimas e harmonias,
poetizo suas formas à semelhança das ninfas, devaneio hipnotizado pelos seus olhos.

Dorme querida, hoje meu poema é um breve sussurro, inevitável delírio de um poeta apaixonado, que se realiza versando seu amor pela tua vida, e guardo seus sonhos mais secretos em meio á poesia que liberta o espírito e apazigua o corpo.

Marcello Lopes

21 de janeiro de 2010

Minha busca começou.....


Não posso mais ter meio-termos em minha vida, daqui pra frente eu quero alma, quero pele, quero corpo e sobretudo, inteligência.

Não quero mais o morno, quero quente, não quero as cores cinzas quero colorir minha vida com as cores de Matisse, de Renoir, de Monet.

Não quero mais a indecisão, o talvez, o não sei, quero alguém que diga EU QUERO ISSO, que faça escolhas, que seja apaixonada pela vida, que compartilhe o conteúdo, que queira a realidade, com seus momentos opacos e seus instantes de extrema coloração.

Eu escolho ser feliz, junto com uma pessoa assim, que me faça perder o ar toda a vez que encontrá-la, que ame literatura, que adore séries de tv, que sorria com os olhos, que tenha paixão como eu pelo que é bom.

Sou poeta, minha vida é viver a minha vida, e dos outros porque não, com paixão, com a alegria explosiva dos poemas.

Quero alguém que tenha defeitos e não tenha medo deles... Quero uma pessoa que não tenha medo de se apaixonar, que queira aprender, que queira dividir o sorvete, o chocolate, que deseje sem timidez, que decida intensamente tudo na vida.

Quero alguém pra descobrir esse mundo comigo, alucinar enquanto a vida é jovem, rir quando ela crescer, sentir saudade quando ela envelhecer.

Podem me chamar de old fashion guy, mas eu no meu coração há espaço para essa pessoa.

Quero uma pessoa com intuições claras, que procure a respostas que não sabe com alegria ofegante.

Escrevo assim porque não posso mentir o que meu sentimento diz, incapaz de ocultar essa busca, decidi pelo processo claro e livre de poetizar minha procura.

Aceito o risco de parecer tolo, de parecer romântico demais, mas nunca disseram que o amor é algo que nos faz dobrar as pernas, que nos aproxima dos outros de uma forma que até o orgulho se cala ?

Escolhi que a minha falta de pudor não seria pecado, e que no instante em que nasce esses meus pensamentos, espalho as flores em minha vida pelo chão, pelas ruas, pelas páginas em branco.

Quero que você, pessoa, cresça distraída dos problemas e se entregando à minha poesia, possa ser tudo que eu desejo.

Quero voltar a me apaixonar perdidamente, com intensidade de gosto e de necessidade.

Marcello Lopes

20 de janeiro de 2010




Se eu tivesse um último desejo desejaria amar, sem medo teria voltado a navegar em teus seios
aprisionado entre as tuas pernas. 

Se eu tivesse um último desejo seria pular de um precipício chamado tua vida.

E se sobreviver á queda deitar aos teus pés, esperando que o dia esteja mais luminoso que no entardecer possamos nos abraçar.

Se tivesse um último desejo, teria a certeza de decorar a geografia do teu corpo, mesmo sabendo que nosso amor naufragaria.

A liberdade que eu desejei em outras, encontrei com você, o amor, a vida igualmente simples do corpo sempre querendo, da mente sempre pensando e do coração pulsando.

Se tivesse um último desejo seria o teu amor,  a história de apenas poucos dias mas que comprovou-se ser eterna. 

O futuro não passa de metafísica mas saber que o sol ainda ilumina  seu sorriso, me inspira.

Despida de arrogância, exata, tua aparição foi verdadeiramente milagrosa, tua personalidade torneada pela inteligência e pela maturidade fizeram desse poeta, feliz e agradecido.

Se eu tivesse um último desejo, queria comprovar em meus braços que a tua formosura tem peso e
que nossa paixão guardasse essa luz que tanto me iluminou.

Marcello Lopes

18 de janeiro de 2010

Poesia.....



A poesia me consome,
vejo poemas em todas as situações
hoje sonhei acordado
sentindo o amor que emanava de um homem
e sua esposa,
absorvendo a imensa energia amorosa dos dois
apreendendo todo o carinho deles.

A poesia me vicia,
nos livros e nas placas
transformo simples letras
em devaneios românticos,
nos olhos de outras pessoas
vivo suas angústias,
seus medos e
seus desejos.

Em meus poemas
não existem abreviações
nem mesmo pausas
são contínuos,
passionais como
o amor deve ser.

A poesia que eu respiro
não só palavras
são declarações
de uma liberdade intensa
de um coração puro,
do tesão sussurrado entre os
mistérios da emoção.

As poesias que me invadem
são como notas harmônicas
ecoando profundamente
no meu peito e
melodicamente em minhas mãos.

Vejo o mundo com outros olhos,
os olhos do essencial,
dos olhos que escolhem viver uma
história de vida em um momento,
que não param de brilhar
de querer cada vez mais amar.

Os poemas que escrevo
são como visões que me dizem tudo
mas dilaceram as fantasias,
sugerindo inesperadamente a realidade !!

Eu respiro poesia,
me alimento de suas letras,
das letras de outros poetas
do amor deles,
vivo suas histórias
legítimas ou não.

Meus poemas viraram gritos
divagações perdidas entre as esquinas
os íntimos conflitos
os sentimentos mais intensos
as músicas mais perturbadoras.

Escrevo dispensando bandeiras
travando uma luta diária contra
o meu peito que quer explodir

de luz, de intensa energia.

Leio os outros poetas,
e eles sentem o mesmo
insanos poetas de amores perdidos,
de dúvidas,
de singulares reflexões apaixonadas.

Poesias soltas,
leio apaixonadamente.

Busco as fotos do amor
sem enquadrá-lo em nenhuma regra,
ante o silêncio e a minha resiliência
não tiro conclusões apressadas.

A poesia me embriaga
transformando meus pensamentos
em certezas,
meus sentidos em vivências....

Poema : Marcello Lopes

P.S : Dedico esse poema aos amigos (as) da web que tanto me inspiram, Ari e a sua Resiliência da Alma, Filipe com o seu Outras Palavras, Nina e suas letras, a talentosa Lara Amaral e seu Teatro da Vida, Sandra com o maravilhoso Isso é Bossa Nova!, Mariana Botelho e sua Suave Coisa, Léo e sua Poesia em Foco.

17 de janeiro de 2010



Uma dor incandescente e cruel.

Uma adaga que nos corta
nos matando por dentro
sempre que abrimos os olhos
até mesmo quando respiramos
morremos a cada vez
que suspiramos por nossos irmãos.

Ontem vivemos felizes
hoje estamos murchando
tristes e cansados,
abandonados e esfomiados.

Irmãos que não tinham nada
foram saqueados do bem mais valioso
suas vidas,
expurgados pela natureza...

Minha prece é para os irmãos em perigo,
no perigo da morte iminente,
no perigo do delito inconsequente
no perigo da ausência criminosa.

Estejamos contentes por ajudá-los
mesmo que seja em forma de vibrações luminosas.

Marcello Lopes.




Hoje as nuvens me negaram a luz,
teu rosto se revelou de outros gostos,
e a rua se abriu na névoa cinzenta e nua.

Hoje o sol se cansou da tua ausência
e não brilhou,
joguei as palavras fora naquele
exato lugar onde você ficava.

Dos meus olhos cansados
estampados de temor
recriei teu amor.

Se meus desejos foram encobertos
pelo grito,
pelo vácuo
tudo isso se deve ao teu valor.

Hoje as nuvens me negaram a tua luz,
nem quiseram ouvir meus versos mais secretos
nem mesmo o inevitável presságio de tempestade
fizeram delas a minha felicidade.

Ando por caminhos que não me conhecem,
proferindo palavras que são desconhecidas
por aqueles que não amam,
delírios para a razão
devaneios da minha paixão.

Busco as coisas pela fé,
já que tudo o mais me abandonou
assim traço meu rumo
lutando com o que virá.

Hoje as nuvens me negaram o teu sorriso,
me aconselhando a chorar,
mas eu não quero os conselhos fáceis,
preencho esse espaço com pensamentos
e poemas,
jazz e risos.

Criei um mundo
definido pelo seu rosto,
colorido pelos seus sorrisos
onde as nuvens nunca poderão
me negar imaginação.

Marcello Lopes

16 de janeiro de 2010

Eu amei demais, 
sonhei com luzes e amores impossíveis.


Quis as frases feitas,
o sexo perfeito, 
o gozo eterno.


Amei demais,
todas
e nenhuma.


Quis a eternidade em cada pensamento,
cada momento em poesia 
cada fotografia uma lembrança.


Hoje o que me resta é memórias, 
poemas e cinzas.


Estou só,
caminhando com meus poemas, 
discos e livros.


Amei demais,
até que não queria 
ou sabia o que era amor.


E sabemos o que é amor ?


Hoje, 
esperando uma oportunidade de amar, 
me vejo sempre a me apaixonar...


Amei virtualmente,
pessoalmente
platonicamente...


Quero hoje me amar,
cuidar de mim, 
chorar por mim,
sorrir pra mim,


Amei demais,
em momentos em que o amor não cabia,
em instantes que a palavra não sabia 
o significado do silêncio.


Que dor é amar demais,
e sempre errar,
sempre exagerar e nunca ter a alternativa de voltar no tempo !!!!


Amei demais,
a pele,
a pessoa,
os seios e os pés.


Realidade não é poesia 
é um comércio de felicidade 


A poesia me salva
me transforma,
me alivia
e transforma.


Marcello Lopes

15 de janeiro de 2010

Gift Hands


Nas tuas mãos 
estão o meu amor perfeito
em minhas mãos crio um círculo perfeito
ao redor de nossos corpos.


Em tuas mãos nosso amor cresce manso
como um jardim.
Não quero nunca com minhas mãos enxugar tuas lágrimas, 
quero é beijar tua boca, 
e com minhas mãos desenhar tuas curvas
nas páginas amareladas do velho caderno de poesias.


A minha certeza é de que nossa paixão
 é um rio que corre pro mar,
pois tuas mãos são minha bússola
e teus olhos o meu farol.


Meu corpo inteiro incendeia 
em contato com as tuas mãos, 
cria-se uma primavera quando
deitas em minha cama, 
rosas, margaridas, orquídeas
em tuas mãos criam-se flores.


Minhas mãos temperam nosso amor
com poemas, frases desconexas, movimentos bruscos
outras vezes, 
minhas mãos levantam teu corpo suavemente,
com o coração ardendo e os músculos descompassados.


Nesse amor tuas mãos escrevem,
desenham,
cartas de amor,
saudades.


As minhas, 
lêem a tua língua
compõe sentimentos complexos demais
que ninguém entende.


Nossas mãos nunca dirão adeus 
porque é impossível separar as mãos 
da luz,
da poesia,
do amor.


Marcello Lopes 

11 de janeiro de 2010

E assim sem culpa
resolvi me deter
e a vida viver.

Não aquela vida pra vida inteira,
mas aquela que todo amor exige um corpo
uma pele,
olhos e companheirismo.

Sem culpa me livrei do passado
que nunca foi perfeito,
fui levando um futuro que não se pode
viver sozinho.

Assim sem culpa.

Fiz dos meus poemas
uma oração,
de todo o coração
pela minha paz.

Pedi coisas que não encontrei
perdão e pedi pra não te perder
assim que eu te conhecer.

Assim sem desculpas caminho pela essa estrada
entre alfalto e calor,
entre o mofo e o torso
entre trabalho e descanso.

Assim escrevo em busca de bom senso,
antes que minha vida passe
e com meus poemas vou tecendo
uma facilidade de sentir felicidade.

Não tenho medo de morrer,
pois na morte sempre viverei
é a vida que me assombra
que me intimida.

Mas os percalços são enormes,
mas o amor é o verso livre da minha língua
uma vela que me revela o melhor das pessoas
e o pior de mim.

Assim se culpa
escrevo,
deixando a minha devoção trêmula
te encontrar.

Alimentar meu espírito de promessas
acalmar meu coração avesso à razão
beijar tua pele
esculpir meus sonhos em teus pés.

Assim sem culpa.

Marcello Lopes

P.S : I shut my eyes and all the world drops in a silent whisper....

3 de janeiro de 2010


Não quero a sua vida,
nem seu sacrifício,
quero sua pele na minha
sua boca a me molhar
e com a minha sanidade acabar !!!!

Teu corpo surgiu em meio
à cinzenta bruma
com um olhar de amor,
tuas mãos brancas apaziguaram 
meu coração palpitante...

Minha fada de cores infinitas
sempre com algo à dizer,
nua em um espaço perfeito
tateando suavemente minhas mãos
fazendo surgir a inspiração misteriosamente.

Dessas páginas em branco nasceram
estes versos glorificando teus seios,
teu perfume
e teu riso que como pétalas
se derramavam sobre o nada.

Meu olhar vôou rápido em direção aos seus
enlaçando teu sorriso
vagando calmamente pelas tuas costas
seguindo o contorno dos seus pés
para repousar em seus cabelos luminosos.

Tua voz é rumor leve
que chega aos meus ouvidos
pela tua boca fumegando
e teu canto vestido de branco.

Essa paixão é fresca,
efêmera que beija-me a face e some
velando um passado glorioso,
voltando ao meu silêncio
tomando meus versos das minhas
mãos angustiadas....

Mas eu não quero tua vida,
quero soprar meus versos
em teus seios
e ansioso provaria
o sabor do teu entusiasmo.

E o sol voltaria a projetar sua luminosidade
no meu perfil tristonho
diluindo minha sombra,
fazendo o prazer nos consumir silenciosamente.

Nos degraus dessa vida,
vago sempre à espera
de algo, alguém como você,
fada de matizes que me faltam...

Tu chegastes nas horas mais quietas
e nesses instantes me deixou as lembranças
de um sonho, de um amor sem igual
energético, vigoroso.

Marcello Lopes

P.S : Tenho ficado mais alerta para sons e imagens à minha volta, e esse poema é inspirado em vários instantes mágicos que pude captar entre a música e outros olhares, minha mágica e a realidade.

1 de janeiro de 2010

Tive uma epifania
um momento de mel
que rapidamente se foi,
mas que transformou-se
em uma possibilidade de amor.

Estendi a mão com a certeza de tocá-la
seu corpo,
seu rosto.

Esse tempo é meu,
o futuro transforma-se através
das escolhas que eu faço,
das leituras que me emocionam
e das mulheres que eu amo.

Silenciosamente planto meus poemas
procurando torná-los públicos
escrevendo sobre os recessos ocultos
no coração de quem ama
e assim quem sabe eu não encontre um amor ?

O destino tem seus segredos
é inviolável para aqueles que não são livres
transformador para aqueles que são desbravadores.

Minhas palavras formam uma promessa
são meus desejos,
escritos em forma de poesia
buscando a felicidade pelas coisas simples
o amor que eu tenho é uma alegria de viver
somado ao prazer que ilumina.

Minha poesia é meu espelho
que me anuncia,
acompanha e segue.

Essa epifania foi uma declaração de amor
que não pediu nada em troca,
celebrou minha presença e se foi....

Agradeço aos céus,
que possuo a gratidão em minhas palavras
a leveza nos versos que transforma
em felicidade dos amantes.

Marcello Lopes