30 de março de 2010

Bom Feriado



My Funny Valentine - Chris Botti

P.S: Essa versão é uma das inúmeras instrumentais que existem, mas Chris Botti para mim é um dos grandes trompetistas e tenho todos seus cd´s.

Obs: Sem comparações com a versão de Mestre Miles Davis, ok ?

Estou saindo do ar por alguns dias, aliviar a cabeça, ver a mamãe e pensar em outras palavras em outros ares....

No feriado esqueçam o coelho e lembrem-se de Jesus....Big Difference !!!

Marcello Lopes

27 de março de 2010




Quero te levar pra casa,
me desfazer em teu poente
conhecer a única música que me emociona
as batidas do teu coração.

Quero te levar pra sempre
maravilhado pela tua simplicidade
guiado pela luz das tuas mãos.

Afundo nesses versos
pois só a visão deles me basta
para ouvir-te sorrindo.

Uso atalhos desconhecidos
ventos,
gestos
para te reconhecer na infinidade de corpos e sorrisos
que me afastam do teu destino,
mais que a própria distância.

Quero te levar para casa
e dormir ao teu lado, e
minha alma transferir para a tua.

Quero te levar embora,
com as mãos coladas às tuas
no gesto tenso que se afrouxa
e se converte em ternura.

Teu rosto ainda permanece indecifrável,
em meus sonhos teus lábios são doces,
e tua voz entrecortada pela respiração ofegante
espalha-se pelo meu quarto.

Quero te amar
não o amor dos irracionais
nem dos que só amam por uma noite,
o que me impele é a busca pela felicidade simples
e sem perfeição.

Esse amor que transborda e quase me sufoca,
que é poderoso nos espaços pequenos
e que busca escoar minhas tristezas e melancolias
no fundo dessas palavras que desafiam o tempo.

Quero te propor
as cores trêmulas
as recordações,
as tardes merecidas em uma varanda
as noites esperançosas do teu olhar.

Roubei o amor de tantas
deixei versos e memórias,
esperando que isso me levasse ào teus braços,
mas o destino não compartilha essa esperança comigo.

Quero te ouvir
como quem acorda e resgata da memória
um sonho bom.

Nesse compasso de espera,
cesso toda a procura pelo teu amor,
a expressão de amor que eu busco
irá me encontrar e não ao contrário.

Quero te presentear
com um sorriso íntimo
cujo significado me escapa.

Quero te dar momentos sublimes,
Billie Holiday ecoando na sala,
a porta entreaberta esperando teus pés
a memória de pequeninos detalhes do cotidiano
uma valsa na sala,
um beijo na cozinha....

O silêncio hoje não me incomoda
as linhas dos meus poemas me dizem
que tua chegada não tarda,
que minha melancolia não se estende além de breves momentos.

Quero expressar minha gratidão quando te abraçar,
como uma onda que nos abraça e envolve completamente,
quero te inalar teu doce odor
depois de uma noite inteira de sussurros e perplexidades.

Quero te levar para casa,
memorizando as combinações dos teus traços,
criando em meu mundo regras e efeitos
espaços e símbolos, sintonizados com o teu rosto.

Quando eu te encontrar, quero te levar
em torno de um mundo de versos
desejos e luzes.

Quando eu te encontrar....

Poema : Marcello Lopes
Vídeo : Aaron Zigman

P.S: The Notebook ou Diário de uma paixão foi um dos primeiros livros que eu li em inglês, e só depois em português, tive a felicidade de assistir esse filme no cinema (quase vazio..) e desde então rezo para encontrar um amor como esse, onde a persistência e a fé no sentimento não desistem mesmo quando o mundo inteiro parece conspirar contra.

Quem não assistiu o filme está perdendo um dos mais belos momentos na vida, de rara beleza e delicadeza, trilha sonora linda, fotografia arrebatadora, elenco incomparável e um diretor sensacional.

- O livro é do Nicholas Sparks, o filme é de Nick Cassavetes, com Rachel McAdams, Ryan Gosling, James Garner, Gena Rowlands, Joan Allen, Sam Shepard.

26 de março de 2010

Haja que Houver




Haja o que houver
Eu estou aqui


Haja o que houver
Espero por ti


Volta no vento oh meu amor
Volta depressa por favor


Há quanto tempo
Já esqueci


Porque fiquei longe de ti
Cada momento é pior


Volta no vento
Por favor
Eu sei
Quem és pra mim


Haja o que houver
Espero por ti


Há quanto tempo
Já esqueci


Porque fiquei longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento
Por favor


Eu sei
Quem és
Pra mim


Haja o que houver
Espero por ti

P.S: Essa música funciona para mim como um bálsamo, uma fórmula contra a desolação que ameaça instalar-se em meu peito, somente Teresa Salgueiro tem o dom de carregar meus males e dores para longe, além-mar.....

25 de março de 2010

Desabafo



O que acontece quando o desejo entorpece a alma ?
como a noite dominando o céu
como as mãos que tentam conter a finura das areias.

O que acontece com as pessoas que queimam em brasas
sem a dignidade de um rosto,
sem a paixão suave
como o céu que nos cobre diariamente.

Talvez se eu concedesse a realidade ao verso,
traduzindo o quanto me sinto esquecido,
abandonado em meio à multidão de corpos
de gestos,
de prazeres sutis
impensados e efêmeros.

A poesia é como o candelabro abandonado
onde as paixões ardem separadas dos sentimentos
isoladas da vontade de se entregar,
sombreadas pelo orgasmo intenso
e ordenadas pela pele queimando.

O que acontece se misturamos as latitudes de uma amizade
com as longitudes de um corpo desejável ?

Meus sentidos estão dispersos
sem sentir,
sem discernir e
meu rosto já não sorri
não nomeio mais as coisas
nem pessoas...

Esse desejo atroz de se contar nos dedos
as paixões,
trazem em meu peito diversas marcas,
revelações incomum das percepções poéticas...

O que eu faço com todo esse amor ?

Sentimentos que transbordam da alma
que são abstratos,
ou tamanho emocional
causam confusões,
mágoas.....

Minha poesia carece de uma musa definitiva,
de uma insólita experiência amorosa,
de uma mulher que vire minha cabeça pra baixo...

O que acontece quando somos mal compreendidos ?

Esses eventos amorosos que às vezes, se transformam
em terríveis momentos,
com consequências assustadoras,
inesquecíveis....

Acredito em outros tipos de relação,
sem grandes emoções,
sem abalos
sem os avessos...

Quero me acostumar com os amores tranquilos,
pacíficos,
de intensidade e ao mesmo tempo
profundo....

A tarde se calou hoje,
aturdida pelos meus pensamentos, 
meus medos 
e minhas dúvidas...

O que acontece quando dois sentimentos se digladiam dentro de nós ?

Brilhando como diamante em meio à pedra bruta
quero o convívio doce,
o sexo leve,
o ócio compartilhado
os versos que povoam meu íntimo...

Poema: Marcello Lopes
Foto : Google

P.S: Nem sempre ser um poeta é só paixão, essa semana foi decepcionante e me vi questionando atitudes, versos, maneiras e sentimentos. É triste querer alguém e não encontrar identificação.

19 de março de 2010

Quando a noite se aproximou
desanuviou as ruas,
mas criou o medo
acompanhando lentamente as longas linhas
que a brisa traçou em minha solidão.

Quando a noite se fez,
a memória e a doçura do silêncio
me fizeram tremer sob o céu
senti-me preso e sufocado
dentro de casa.

Inquieto,
observei em vão as estrelas furtivas
iluminando a esperança de um dia melhor
sonhar tem sua acolhida na alma,
no tempo.

Tantos lugares se tornaram inúteis,
sem sentido
a música que sempre me embalava
hoje à noite silenciou,
bem como as palavras.

Percebo os meus passos vacilantes
que se perdem entre a indecisão e a proximidade da manhã
suspiro um poema detido no espelho
esmaecido pelo passar dos anos
um tempo já sem venturas...

Quero conhecer os costumes das almas
que me acompanham,
citar seus privilégios,
domar as angústias
aniquilar as fraquezas desse medo vago
sufocá-lo nas longas linhas poéticas.

A noite se perde agora,
em meio a plumagem iluminada do dia
atordoada pelo reflexo colorido do sol.

O amanhecer pode ser implacável,
rompendo os pesadelos noturnos
sacrificando sob o fio da espada as decepções
queimando em altas labaredas as resistentes sombras da noite.

Um sonho se derrama do céu,
se estendendo pelo meu corpo,
inundando os poros
cegando meus olhos
simples fagulha de luz....

A luz sempre dispersa a solidão.

Poema: Marcello Lopes
Foto: Cintia Mello

18 de março de 2010

Poema da Cintia 2


Queria poder ter a força suficiente
para arrancar de mim tudo que sinto
tudo que vejo,
tudo que pressinto
tudo que me prende...

Queria ter poder pra te trazer pra mim
apenas para dizer palavras simples,
te dar gestos sinceros,
te tocar inocentemente com ardor
e te deixar ir sem medo de que não voltasse.

Mas com a certeza de que estaria junto
as suas melhores lembranças
eu não tenho essa força,
nem tenho esse poder
apenas carrego no coração
o vazio que deixou quando foi embora,
e não me permitiu dar adeus...

Mas hoje fiquei mais forte
amanhã estarei mais sábia,
e me lembro do ontem
que me senti amada.

E se tudo isso foi um erro...
foi então o erro mais belo
e terno que pude cometer

Sem saber se haverá resposta,
tampouco volta,
apenas pretendo libertar
o que em mim ficou preso,
como um pássaro que só consegue cantar
quando voa alto.

Então que essa canção chegue a seu ouvido
e te toque o coração,
e penetre na sua alma
me dando o perdão,
de ter entrado
e não entender que deveria sair.

Se um dia conseguir me entender,
verás que tudo foi por amor
amor efêmero na sua forma física,
mas eterno no sentido de amar.

Um tanto quanto precipitado,
mas honestamente sentido
e com a sensação de paz...
que há muito procurava.

Poema : Cintia Mello
Foto: Cintia Mello

16 de março de 2010

Eu sou o resultado


Eu sou o resultado do encontro de doces palavras
e de uma respiração longa
de amarrotados nos lençóis,
eu nasci no teu corpo.

Olhando para mim, nada é visto
nunca poderia estar mais certo na vida,
eu nasci do teu suor derramado na cama.

Eu sou o resultado de um cruzamento
das linhas das tuas mãos,
com o calor das manhãs.

Sem ti eu não existiria,
não haveria história,
nem versos
e não há nada o que lamentar além do silêncio em nossos corações.

Sinto tua respiração tão funda
que parece se transformar em uma brisa no quente verão
as gotas que caem em minhas mãos
são as lágrimas dos teus olhos
procurando um caminho
esperando um dia nos encontrarmos.

Eu sou resultado das nuvens no céu
de uma festa dominical,
da eterna espera pelo dia ensolarado
dos teus cabelos
dos teus seios.

O teu sorriso me traz luz aos olhos,
jogando pelos ares a sombras que insistem em me cobrir,
anseio que tua chegada seja perene,
seja de forma a me salvar.

Eu espero que venhas para ficar
te quero meu amor,
minha musa eterna
de vestes iluminadas
de arranjos florais
e sorrisos devastadores.

Eu sou resultado da forma das pedras
que pavimentam nosso caminho...

Sou como as folhas que voam ao acaso
levados pelo vento da paixão
mas contigo hei de fixar moradia
aos teus pés.

Tuas mãos me mostraram fogo e doçura,
paixão verdadeira
produzida pelos teus lábios
vencendo barreiras invencíveis.

Os dias queimam lentamente
enquanto tua presença não é sentida
e quando for, consumirá toda a luz
que emana do céu.

Essa distância rouba meu sossego
e quero me vingar do silêncio
das brechas que ele produz em nossas vidas,
quero contra-atacar com poesia, sussurros e orgasmos...

Vivo hoje por ti,
acredito na poesia que vive em tua pele,
síntese da paixão desenfreada nessas poesias.

Nas curvas do teu corpo
contorno os abismos
sigo em frente
implorando pela tua decisão
sem hesitação....

Eu sou resultado de uma liberdade sem paz
da busca pela musa perfeita
do horizonte em terna coloração
de alcançar a plenitude.

A essência da vida é a natureza das paixões,
energias que trocamos e que movimentam
os sentimentos,
ódio, amor, tesão, 
afetos que nos exaltam ou nos derrubam...

Sou resultado do anonimato
do deslocamento das letras que formam teu nome
da descoberta solitária de um amor longínquo...

Poema : Marcello Lopes
Foto : Google

14 de março de 2010

Dia da Poesia !!!


Minha homenagem aos poetas que sempre me inspiraram :

Alfred Tennyson

Almeida Garret

Antero de Quental

Arthur Rimbaud

Auta de Sousa

Cecília Meireles

e.e. cummings

Emily Elizabeth Dickinson

Fagundes Varela

Frederico Barbosa

Gonçalves Dias

Haroldo de Campos

Henry - Wadsworth Longlellow

Hélio Pellegrino

Johh Keats

Lorde Byron

Manuel Bandeira

Mário Quintana

Olavo Bilac

Pablo Neruda

Ralph Waldo Emerson

Robert Browning

Robert Frost

Silvia Plath

Sousândrade

T.S Eliot

Vinicius de Moraes

W.H. Auden

Walt Whitman

William Blake

William Wordsworth

E os poetas eu sigo hoje e me assombram com a criatividade e talento.

Marcello Lopes

11 de março de 2010

Em ti, inspirado...




Foi no meu pulso
que ficou o teu perfume
eu sentado
segurando o meu queixo
senti-o por último, sinal...

num final de aroma doce
meio-cítrico
a mistura perfeita tua de fêmea
encoberta em teu mistério.

Lembrei o meu toque em teu pescoço
do meu beijo em tuas mãos
- cálices que vazavam nosso tinto -
da tua recusa, do teu afastamento
empunhando tuas unhas de rubi
em meu peito quase aberto de lata
- de nada - fez-me metal solúvel
em tuas águas ácidas de odores
enjoativos e voláteis...

Em quantas partes e doses, afinal
tu aplicaste esta arma mortal
deste teu cheiro que sem menos
está demais impregnado em mim?

Poema : Lara Amaral
Foto: Google

P.S: Lara é uma poetisa do Distrito Federal, nômade das letras, com uma sensibilidade e criatividade incríveis. Para mim é uma honra tê-la escrevendo no meu blog, já a considero minha amiga.

9 de março de 2010

Saudade


Que saudades de ler suas palavras,
que saudades do ombro que nunca beijei,
de ouvir a sua voz pelo telefone,
sinto tanto a tua falta,
como se estivesse sempre presente na minha vida.

A distância é assombrosa,
mas minha coragem e perseverança também
nos encontraremos, e quem sabe,
possamos com nossos sorrisos e lágrimas
corrigir esse lapso em nossas vidas.

Estou esperançoso de que quando nos encontrarmos
será como nunca tivéssemos partido....

Saudades de sonhar com teu corpo deslizando no meu
imaginei seu coração avivado pela alegria do meu amor.

Musa que me inspira,
dança entre meus desejos e dasafina a solidão que me preenche
sussurra palavras de alento e rodopia entre os meus versos.

Nossos corpos,
entregues à uma cumplicidade muda,
louca,
os olhos acumulam os amores vãos,
imprecisos
e exóticos.

Que saudades das cores belas que surgiam
multiplicavam-se quando teus pés se tornavam reais
em meus devaneios.

Ilusão ?

Meu nada difere do teu,
cresce em mim uma serenidade
meu peito já não é meu,
tuas formas e poses
quase imortais
se perdem na profunda visão
dos teus seios.

Austeros,
enternecidos pelos meus versos
criam em mim uma promessa solitária,
uma saudade singular.

Minha musa,
nos versos que eu crio
inspirado pelas certezas do teu corpo
confundo paz com monotonia
fazendo assim da paixão adormecida
instrumento mágico
que ondula teu corpo.

Que saudades minha musa distante,
de assisitir emudecido o tempo e espaço
apagando a distância, o medo.

Milagre incompreensível que a saudade cria,
induz,
presenteia.

Poema: Marcello Lopes

7 de março de 2010

Mulher....


A tua beleza nua
clama aos céus
todos os olhares do mundo
que desabam aos teus pés.

Deus as abençoou com cores e texturas diferentes,
e nossas vidas se desmoronam
quando a paixão não encontra
eco em teus corações.

O homem apara as arestas
corta a crueldade,
derrama-se em sentimentalismos
na esperança de conquistá-las....

Os seres mais belos
fazem-nos esquecer de nossos destinos,
povoando nossas vidas de aventuras,
momentos místicos
pueris travessuras.

Animados pela paixão que nos rouba tudo,
sem alternativas
nem as antigas, nem as vazias,
caminhamos juntos...

Somos devotos das tuas curvas
generosamente eternizadas em um verso,
uma música,
uma tela.

Buscamos entardeceres,
pontilhados de magia que atordoam os sentidos
puro reflexo da nossa vontade de conquistar,
são sonhos estremecidos
pelo o assombro de descobri
como é bom te amar.

As manhãs se perdem em teus olhos,
as harmonias matutinas se calam
quando teus pés pisam o horizonte.

Tua beleza é de uma eternidade infatigável,
a história da criação se inicia contigo
e diante do infinito gritamos teu nome.

São milhares de almas singulares
reflexos do amor,
sinônimos de serenidade quase imortais...

Somos devotos, e
nos perdemos na profunda visão
de um céu cálido e silencioso
e como um sonho descobrimos
que são teus olhos se abrindo.

Teu nome é sempre comovente,
derramando nos meus versos a ternura
de um poente,
luminosidade das primeiras manhãs..

Nesse fulgor desesperado,
mergulho aniquilando a memória,
criando apenas instantes ardentes.

Teus seios
são sonhos,
eternos,
alvos
que inventam silêncios,
criam cumplicidades.

Teus olhos já criaram a vida,
antes do trêmulo pressentimento
da vida crescendo
dentro de teu ventre.

A obscuridade de alguns homens
podem às vezes manchar nosso propósito,
mas como as idéias efêmeras,
eles são logo esquecidos.

O eterno são os versos desmedidos
que resplandecem e inundam tuas mãos.

Mulher....

Poema: Marcello Lopes
Foto: Cintia Mello

P.S: Poema simples para homenagear a maior criação de Deus, a mulher.
Parabéns por esse dia, pelos outros 364 dias de alegrias, inspiração, tesão, compreensão e acima de tudo, companheirismo.

4 de março de 2010

Poema da Cintia 1



Pense no Sol como o calor das mãos de Deus em você.
É o calor que irradia para todos
onde mesmo na sombra enxergamos a luz.

Esse Sol nasce e se põe pra você todos os dias
muitas vezes não visto,
muitas vezes não percebido.

Mas ele nasce...

Basta querer sentir seu calor
e captar a sua luz.

Portanto, não importa quão nublado seja seu dia,
ele está lá...
e pode estar dentro de você

Porque cada um de nós possui um Sol...

Aquele Sol que irradia o calor,
como nosso Pai...
não se acanhe em procurar
sua própria Luz...

É ela quem te ajuda a achar seu caminho do bem
e se alguém te atrapalhar com uma sombra,

Dê um sorriso e olhe com compaixão
A Luz se irradia e tudo em volta se ilumina... 

Seja sempre você.
Seja sempre seu Sol.

Poema: Cintia Mello
Foto: Cintia Mello