15 de dezembro de 2011

11 de dezembro de 2011

#68




Ela não fala muito mas faz coisas extraordinárias no silêncio, do vazio ela derrama frases e versos com as mãos na tela do computador que carregam dores e angústias que entalam sua garganta.

Ela não fala muito, mas gosta das palavras e espera que as pessoas leiam e com isso desvende alguns de seus mistérios.

Porque por ter algo a dizer, ela escreve.

E eu quando a leio, sinto a dor que ela realmente sente, em certo ponto os sentimentos ganham o mundo, e rasgam a pele, a covardia, o medo.

Ela não fala muito, mas atravessa a cidade fixando seu pensamento em minhas mãos, encaixando perfeitamente seu sorriso em meus olhos.

Do nosso encontro nasceu o verbo e o vento.

A tristeza do vento solitário ecoando no verbo em total abandono.

Essa pequena fusão, que se misturou com nossos lábios deu origem às belas poesias e canções que coram o rosto das musas.

Marcello Lopes

8 de dezembro de 2011

#67




Bailarina roda, dança e nasce do sentimento difuso das notas musicais.

Seus pés cavalgam o poente, enchendo o coração de rumores, os olhos de cores.

Então nasce um mundo que sopra versos e se torna imerso em música.

Marcello Lopes 

6 de dezembro de 2011

#66



Sou o poeta que traz nas mãos a promessa de uma dor serena. 

De um choro menos salgado.

De uma utopia que pode virar realidade. 

De um fracasso que se transformará em sucesso. 

De uma idéia ilusória mas concreta de um amanhã bom. 

Te amo. 

Marcello Lopes 

4 de dezembro de 2011

#65


Aconteça o que acontecer sereia, tens o meu apreço, o meu afeto, o meu amor. 

Sou marujo perdido em versos, em cantos, que decidiu de livre e espontânea vontade descer ao ribeirão e amar a sereia com toda a razão.

Sou viajante e poeta, quem dirá melhor sobre essa paixão ? 

Te amo linda, hoje e sempre, já está guardada aqui dentro do meu coração...


Marcello Lopes
Foto: Elena Kalis 

3 de dezembro de 2011

#64


Nesse pequeno pedaço de papel, as margens serão utilizadas para meus versos, 
minha forma mais pura e pacífica de extravasar meus defeitos e frustrações.

Marcello Lopes
Foto: Silvia Antunes