23 de abril de 2012

# 93

Ouçam os ecos,
eles chegam atravessando barreiras,
rasgando realidades.

Ouçam os lamentos
que deitam os homens,
que queimam sentimentos.

Poemas atingem o corpo,
as mãos arranham palavras surdas
perdidas em um turbilhão de pensamentos.

Ouçam os ecos
dos delírios da paixão esperando uma oportunidade,
de desalinhar vidas, abrir janelas...

Os sons chegam firmes aos ouvidos,
empunhando bandeiras,
se curvando a ideologias
se esquivando das flores.

Ouçam os ecos
desse coração partido
perdido entre versos e lembranças.

Marcello Lopes

21 de abril de 2012

O me! O Life!




O me! O life! of the questions of these recurring,
Of the endless trains of the faithless, of cities fill'd with the foolish,
Of myself forever reproaching myself, (for who more foolish than I,
and who more faithless?)
Of eyes that vainly crave the light, of the objects mean, of the
struggle ever renew'd,
Of the poor results of all, of the plodding and sordid crowds I see
around me,
Of the empty and useless years of the rest, with the rest me intertwined,
The question, O me! so sad, recurring--What good amid these, O me, O life?

Answer.
That you are here--that life exists and identity,
That the powerful play goes on, and you may contribute a verse !!!


O Me! O Life!
Poema de Walt Whitman (1819-1892)

12 de abril de 2012

# 91



As mãos pousam desajeitadas sobre a folha
o pensamento paira no ar
e o sussurro mira o acaso.

Nos seios as marcas de uma paixão alucinada,
na alma brota a lembrança de um coração perdido.

Marcello Lopes

9 de abril de 2012

# 90



Sexo sem nexo me cansa
do amor usurpado rasgam-se versos
nos beijos mornos se curvam
as paisagens cinzas que se esquivam
da nossa cama.

Texto: Marcello Lopes

4 de abril de 2012

# 89




 Jogo cores, 
clareio atitudes, 
furto sonhos, 
dou forma a emoções. 

Teço através do tempo uma história repleta de versos e paixões.

Texto: Marcello Lopes

2 de abril de 2012

# 88



Nas minhas mãos, a simplicidade, 
nos teus olhos, o afeto.

Nos meus versos, uma fragilidade 
que insiste em nos causar dor.

Na tua pele,
a complexidade do nosso amor.

Texto: Marcello Lopes