20 de dezembro de 2013

# 130


Que tipo de amor é o nosso?

Aquele amor que se derrama pelos dedos, que faz a paixão atroz separar nosso corpo da razão.

No principio, era instinto que saciava, depois a natureza complexa do sentimento nos tornou interligados, conectados de corpo, mãos e alma.

A paixão nos transformou, e assim, saciados pelo sexo, adormecidos naquele sofá velho da sala, passamos a compor versos e sonhos, maluquices que preenchiam nossos dias, colorindo a rotina de uma série de invenções e esquecimentos.

Olhos atentos, ligeiramente ardidos, a boca com um brilho de uma estrela cadente, e o riso fácil.

Todos os dias agora acordamos e começamos a escolher as melhores alternativas para nossa vida, selecionando momentos que adoramos, provando nossos cheiros, nossos gostos e nos convencendo de que esse sentimento vai ordenar o caos que um dia tomou conta da nossa vida.

Nos fins de semana descobrimos jogos de sedução, o prazer em muitas formas, escandalizando nossos vizinhos, fugindo do tradicional começamos a transformar nossos desejos em realidade.

E ainda me pergunto que tipo de amor é o nosso?

Nada sem você tem o mesmo prazer, a masturbação solitária já não sacia, a simplicidade do nosso sexo supera o movimento egoísta, e a exploração do seu corpo significa sincronia entre nós.

Somos felizes e fazemos de tudo para termos momentos únicos.

Em noites que passamos lendo um para o outro, frases, versos escritos após a satisfação atingida, nos entrelaçamos e mergulhamos juntos no questionamento que nos assombra:

Que tipo de amor é o nosso?

Marcello Lopes