13 de agosto de 2015

# 148



Ela gosta de criar algo novo espalhando carinhosamente cores e misturando músicas, virando as histórias do avesso e estalando dedos criava novos sons.

Marcava sempre essas histórias com imagens, derretendo os contornos, empilhando sensações em colunas brilhantes, amarrando panos coloridos pelo corpo, ela filmou o impulso que anima os amantes, retirou do instante sonhos que todos nós apaixonados estamos familiarizados.

De pernas nuas utilizava as técnicas de colagem, utilizando pedaços de ilusões para completar o vazio que surgia em cada uma das histórias.

Apesar do amor ser intangível, ela criava histórias engraçadas e inteligentes que tinham o impacto de desvanecer a solidão após serem contadas.

Adicionava alegria, paz e impregnava de coragem em seus cadernos repletos de citações, motivos e intensas ideias sobre afeto, amor e dor.

Em seu espírito a fineza dos sentimentos existiam por uma razão e eles reproduziam as melhores intenções e sempre correspondiam as expectativas.

Marcello Lopes
Foto: Dani L